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Grafite humaniza o espaço urbano PDF Imprimir E-mail
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Produtos - Arte
Ter, 11 de Maio de 2010 06:41

Tapume Hugo Peretti_02 Tapume do edifício Torri di Montalcino recebeu arte de grafiteiros e transformou a paisagem da rua Mauá;

Marginalizado até bem pouco tempo, o grafite é uma manifestação artística que ganha adeptos a cada dia. A arte que humaniza o espaço urbano e dá cor e beleza aos muros da cidade foi a maneira escolhida pela Construtora Hugo Peretti para presentear os curitibanos. A empresa convidou os artistas visuais Paulo César Oliveira e Cléverson Paes Pacheco para criar o primeiro painel do projeto “Imagens da Itália dos nossos sonhos”, com a pintura do tapume do edifício Torri di Montalcino, localizado na Rua Mauá, no Alto da Glória. A cada novo lançamento imobiliário da Hugo Peretti, Curitiba ganhará uma nova intervenção artística com os tapumes estilizados, verdadeiros quadros a céu aberto inspirados em temas dos países e cidades que darão nome aos empreendimentos em construção.

“A arte de rua é diferente da pichação simples, feita para danificar ou marcar muros. O grafite é reconhecido e é utilizado em muitos lugares da Europa com valor artístico legítimo e incontestável, quando disciplinado e feito com planejamento, torna-se agradável e atraente’”, afirma o diretor geral da Construtora Hugo Peretti, o engenheiro civil Hugo Peretti Neto. O objetivo da construtora é criar quadros urbanos em seus tapumes e oferecer às pessoas uma sensação mais agradável, mais suave e mais criativa. O tapume de uma obra não precisa ser feio e sujo. Ele pode e deve ser bonito e, no caso da construtora, levar mensagens às pessoas. “A partir de agora, usaremos mais o grafite com inúmeros temas sempre relacionados aos nossos empreendimentos. Deste modo, criamos um quadro que emoldura nossas obras. Começaremos pela tela do Torri di Montalcino”, declara Peretti Neto.

Tapume Hugo Peretti_05Cenas tradicionais da Itália foram escolhidas para compor o painel do Torri di Montalcino

O grafiteiro Paulo César Oliveira, conhecido como Paulo Auma, conta que o painel pintado no tapume do Torri di Montalcino possui um tamanho de 33m X 3,20m. “O trabalho faz um recorte da Itália, trazendo uma releitura de vários pontos turísticos conhecidos no país, como o Coliseu, a Torre de Pisa, as gôndolas de Veneza, entre outras cenas”, diz. A obra apresenta tons de amarelo, preto e cinza, harmonizando-se com a vista repleta de árvores presentes no terreno onde será construído o edifício. “Optamos por um traço mais realista, que pudesse mostras bem as imagens italianas tão conhecidas mesmo por quem ainda não esteve naquele país”, explica Paulo Auma.

Cléverson Paes Pacheco, o “Café”, integra a dupla de artistas convidada pela Hugo Peretti para o trabalho. As obras de Café e Paulo Auma são bastante reconhecidas na cidade de Curitiba, onde eles assinam vários projetos em grafite, sendo muitos deles premiados. Viadutos como o do Xaxim, Ruas da Cidadania, parques como o do Cambuí e diversos outros espaços fazem parte da lista de localidades contempladas com a arte urbana dos dois artistas.

O grafite Paes Pacheco, o “Café”, durante pintura do tapume da Hugo Peretti;

Grafite é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Antes visto como uma mera contravenção, atualmente o grafite ganhou o status de arte visual urbana, em que o artista aproveita os espaços públicos e interfere na aparência da cidade. No entanto, é fundamental fazer a distinção entre o grafite e a pichação, proibida e combatida pela legislação.

Tapume Hugo Peretti_03

Cléverson Paes Pacheco, o “Café”, durante pintura do tapume da Hugo Peretti;

No Brasil o movimento surgiu nos anos de 1970, em São Paulo. Uma década depois, alguns grafiteiros tiveram seus trabalhos expostos na Bienal Internacional de Arte de São Paulo e passaram a ser requisitados para eventos de publicidade. Com o crescimento do movimento hip hop, na década de 90, o grafite ampliou sua presença e despertou a vocação artística de jovens de baixa renda. Hoje, incorpora-se à vida urbana das cidades brasileiras e surgem inúmeros novos projetos sociais que usam o grafite como forma de inserção de jovens em ações de cidadania, mostrando assim seu grande valor.

 

 

 

Imagens: Acervo Hugo Peretti

Última atualização em Ter, 11 de Maio de 2010 09:50
 

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