| Um futuro em branco pronto para ser construído com esperança e solidariedade |
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| Arquitetura - Escolas | |
| Ter, 01 de Fevereiro de 2011 15:04 | |
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É com muito orgulho que o Vitrine ADC apresenta o projeto da Escola Novo Horizonte, ganhador do Prêmio Nacional de Arquitetura “Uma escola para Guiné-Bissau”. Elaborado pelos arquitetos Paranaenses Pedro Amin Tavares e Fernando Caldeira de Lacerda, da Arquea Arquitetos, o projeto ficou entre os 3 primeiros colocados e trouxe à Curitiba holofotes e muito reconhecimento para toda a área de Arquitetura e Urbanismo. Este concurso foi em nível nacional e teve como objetivo incentivar os profissionais de arquitetura a criarem soluções diferenciadas para este projeto, que será doado pelo governo brasileiro, juntamente com toda a obra de execução para um bairro humilde de Guiné-Bissau. Para os arquitetos o maior desafio começou já durante o estudo do edital, pois constataram que o terreno disponibilizado para a construção desta escola era passagem de toda a água das áreas mais altas. Fizeram então uma análise direcional que apurou o caminho percorrido por estas águas e a velocidade que ela atingia ao passar pelo local da escola. Para solucionar esta questão fundamental, os arquitetos implantaram a escola linearmente, seguindo o sentido das águas e evitando ao máximo as estruturas transversais a ela, diminuindo o impacto entre construção e curso natural das águas. A partir desta linha foi criado um muro e este copiado de forma paralela, criando um espaço de contenção entre eles. Estas extremidades têm seus volumes hidrodinâmicos cerrados por dois arcos formando uma linha branca e contínua. Esta linearidade e repetição da estrutura tornaram o projeto de fácil compreensão. Como o objetivo era criar uma obra de custo acessível e fácil execução, que seria realizada em regime de mutirão pelos próprios moradores locais, os arquitetos utilizaram materiais da região e muito do conhecimento dos guineenses. Concreto, tijolos de adobe produzidos no próprio bairro da escola, telas em zinco e todo madeiramento do telhado e brises da passarela feitos com palmeiras da vegetação local. As portas de palha teladas, material também abundante em Guiné-Bissau, permitem boa ventilação e iluminação difusa. Para garantir uma boa qualidade ambiental, o telhado foi desenhado em uma água, proporcionando uma soltura continua sobre uma das paredes e aumentando ainda mais a utilização da iluminação natural e garantindo uma rápida saída do ar quente pelo alto. Nos pátios serão plantadas árvores que ajudarão a refrescar todo o local, inclusive a cobertura. Além de toda a preocupação com o projeto, sua funcionalidade e viabilização, Pedro e Fernando ainda tiveram que se preocupar em atender às exigências de seus dois clientes: Os jurados do concurso e a população de Guiné-Bissau. “O objeto se torna fração de horizonte, um risco de giz que será a referência necessária na paisagem desorientada e aleatória do entorno. Assim nasceu a escola Novo Horizonte, um futuro em branco, pronto para ser construído com esperança e solidariedade.” – Pedro Amin Tavares
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