| A RESIDÊNCIA DO AMANHÃ |
|
|
|
| Arquitetura - Casas | |
| Ter, 08 de Fevereiro de 2011 16:58 | |
|
Em um tempo em que a nanotecnologia é uma realidade e que o mundo gira em torno de máquinas, apresentando pequenas e grandes maravilhas digitais, as construções podem ganhar um conceito completamente revolucionário segundo o arquiteto e sócio-proprietário da Realiza Arquitetura, Frederico Carstens. Utopia O homem já foi ao espaço e pisou na lua, brincou de Deus criando clones e é capaz de dominar a informação e o conhecimento. No entanto, até hoje, não mudou a maneira arcaica e extrativista de construir, fato que parece estar desconexo com a realidade global, onde um falso conceito de “sustentabilidade” nos é apresentado. Se é possível construir veículos que quebram a barreira do som, ou de reunir uma quantidade quase infinita de informação em um cartão de memória de cinco centímetros, por que ainda não foi possível pensar em uma forma inteligente de construção? E se existisse uma construção que em vez de agredir a natureza entrasse em harmonia com ela em uma simbiose perfeita? E se essa casa se espelhasse nos modelos orgânicos vivos para se comportar de forma inteligente e natural? Apesar de parecer algo futurista, este conceito foi criado há cerca de vinte anos atrás por Frederico Carstens, sócio-proprietário da Realiza Arquitetura, e um grupo de pesquisa. Realidade Pesquisadores já criaram uma espécie de proteção corporal para serem usados em caso de combate, baseando-se no exoesqueleto de pequenos animais. Através dessa observação foi possível construir um modelo que se assemelha ao natural e pode ser confeccionado graças a tecnologia vigente no mundo atual. Outro exemplo é encontrado nas roupas de mergulho, feitas de um material que seria semelhante ao tecido orgânico de alguns seres marinhos, entre outros. Isso quer dizer que o modelo apresentado pelo sócio-proprietário da Realiza há quase duas décadas atrás, seria uma solução para a maneira extrativista encontrada na construção civil, a partir do conceito de simbiose com a natureza. O modelo obsoleto de construção e a falsa idéia de sustentabilidade Uma das maiores preocupações do sócio-proprietário da Realiza Arquitetura se dá por conta do atual modelo de construção vigente, a forma agressiva com que a matéria–prima é retirada da natureza e no que ela é transformada depois. “Se retira o ferro, pedra, areia, barro para o tijolo e outros materiais, depois se faz um bolo com tudo isso e se joga novamente em meio a natureza, deixando-o assim como um corpo estranho em meio a harmonia vigente”, afirma Carstens. Mesmo as propostas mais “verdes” que se apresentam, podem ser consideradas modelos redundantes, uma vez que até trazem o conceito de ser sustentável, mas fazem usos de recursos naturais. Um exemplo bastante coerente são os sistemas de aquecimento a gás. “Sua aplicação se justifica pela economia de energia e recursos naturais, mas na verdade o gás continua a ser retirado da natureza, ou seja, essa é uma falsa idéia”, coloca Frederico Carstens. Um modelo natural vivo A grande virtude do modelo proposto pelo arquiteto sócio da Realiza é não fazer uso da natureza de forma exploratória, mas analisar as reações naturais e vivas do ambiente orgânico e transferi-las para uma peça funcional. Criar materiais orgânicos artificialmente em laboratórios a fim de poupar o desgaste da natureza é um fator preponderante na idéia da “Casa Viva”, apresentada por Frederico Carstens e seu grupo de pesquisa. “A harmonia com a natureza não parte apenas da forma de construção, mas sim dos materiais necessários para torna-la uma realidade”, explica o sócio-proprietário da Realiza Arquitetura. Adotando métodos mais orgânicos e não agressivos de construir, já estamos cumprindo uma parte do trato com a natureza. Porém é o comportamento auto-suficiente embasado em modelos orgânicos que fará com que a construção se encaixe perfeitamente em um ambiente sem ser considerada um corpo estranho. Exemplificando Ao citar exemplos de componentes que pertenceriam a esse novo modelo de construção, Frederico Carstens cita as plantas e sua propriedade de fotossíntese. “Poderíamos projetar um sistema que não apenas filtrasse o gás carbônico, mas sim o aproveitasse e devolvesse de forma limpa a natureza, como as plantas fazem, seria um processo cíclico e benéfico”. Outra idéia do arquiteto é comparar as construções como um corpo humano. “As janelas poderiam se comportar como fazem os olhos, regular o controle de luminosidade de acordo com a emissão de luz externa, mas isso de forma natural e não artificial como presente em alguns modelos de hoje. As formas de construção também podem ser modificadas para que copiem modelos naturais e se apliquem de forma suave no ambiente em que estão inseridas, com a capacidade de montagem atual, podemos chegar a qualquer forma possível”, explica o sócio-proprietário da Realiza Arquitetura. Segundo Carstens, o sistema de construção mais perfeito que existe é uma floresta, onde todos os elementos e seres coabitam em harmonia. Para Carstens, adotar tais conceitos na hora de projetar e construir, é a receita para a arquitetura de amanhã, onde linhas não artificiais, harmonia e preservação do meio ambiente seriam regra para uma nova e incrível forma de convivência entre construção e natureza. Imagens: divulgação.
|










Projetos 

