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| Qui, 09 de Abril de 2009 13:58 | |||
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Divulgação
Curitiba, 04/03/2009 - Inovar, quebrar referências e padrões antigos, surpreender o público. Ano a ano, estes são alguns dos desafios da Casa Cor Paraná, um dos principais eventos de arquitetura, design e decoração de interiores do Brasil. Pois não será diferente em 2009: sob o tema "Eco-criatividade e Responsabilidade Social", o evento dirigido por Marina Nessi transformará parte do Asilo São Vicente de Paulo (Rua Barão dos Campos Gerais, 970, entrada pela Rua São Vicente, 100, Curitiba) em uma grande vitrine de novidades e ótimas idéias.
A 16ª Casa Cor Paraná será exibida ao público no período de 5 de junho e 12 de julho de 2009. As obras de preparação do evento serão iniciadas em março, e para a abertura dos trabalhos, foi realizada uma Open House para Imprensa e Fornecedores no dia 3 de março, ocasião em que o Padre José Aparecido Pinto (superintendente da instituição) discorreu sobre Responsabilidade Social; o estrelado consultor de empresas paulista, Roberto Dimbério, falou sobre o Novo Consumidor; e o público presente pôde conferir as instalações do Asilo São Vicente de Paulo em visita guiada pela diretora da Casa Cor Paraná, Marina Nessi. "O foco do evento será a mescla da valorização da natureza e a responsabilidade social", explica Marina Nessi. "Queremos chamar a atenção e promover o encontro da sociedade com a tradicional instituição de benemerência". Ao longo de sua história no Paraná, a Casa Cor tem se apresentado comprometida com a valorização da estética da cidade, da arquitetura e da natureza. Característica evidenciada nesta 16ª edição. "O Asilo de São Vicente de Paulo foi escolhido como sede da 16ª edição pela oportunidade de resgate urbano e social, e pelo potencial do imóvel e da maravilhosa área verde que o circunda". Outro detalhe importante é que o Asilo não será desativado durante o período de obras e de realização efetiva da Casa Cor Paraná. "Estamos organizados para não interferir no dia a dia das idosas internas", fala Marina. "Ocuparemos uma das alas do prédio, que receberá reformas estruturais, e vamos criar novas construções que permanecerão no imóvel para, no futuro, poder gerar mais recursos e receitas para a Instituição". Sob a gestão imobiliária do escritório Luiz Bacoccini Arquitetura e sob a supervisão da Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural da Prefeitura Municipal de Curitiba, a Casa Cor Paraná se prepara para apresentar, entre os dias 5 de junho e 12 de julho de 2009, mais um trabalho de equipe, promovendo um verdadeiro resgate urbano e social e cumprindo o seu papel de ser "o endereço da imaginação".
Padre José Aparecido Pinto (superintendente do Asilo São Vicente de Paulo), o consultor de empresas Roberto Dimbério (responsável pela palestra principal na Open House para a Imprensa e Fornecedores, realizada no dia 3 de março) e Marina Nessi, diretora da Casa Cor Paraná (Crédito: Daniel Sorrentino) Casa Cor Paraná - Histórico Com diversas estratégias, a Casa Cor soube somar a atividade própria de arquitetos, designers, paisagistas, decoradores e demais profissionais da área para a ambientação de espaços e a recuperação de imóveis de valor patrimonial. O registro do trabalho desenvolvido pela Casa Cor inclui obras como a Casa Gomm (1994), o Castelo do Batel (1995 e 1997), o Moinho Paranaense (Indústrias Aimoré, em 2003) e o Clube Concórdia (edição especial de 15 anos, em 2008), imóveis que fazem parte da vida e da memória da capital paranaense. Pensar que Casa Cor é somente uma grande vitrine de decoração é apenas uma parte da verdade. Hoje, a Casa Cor é uma exposição que amadureceu e aprimorou o mercado de arquitetura e decoração, valorizou os profissionais e extrapolou este mercado, tornando-se um grande palco de entretenimento, cultura e lazer. Em 15 anos, abriu caminhos e fomentou a "cultura do morar" no Paraná. Ajudou seus visitantes a apurar o olhar e a selecionar suas preferências, auxiliou a racionalizar, discutir e a entender a "filosofia do morar bem". O Asilo São Vicente de Paulo O prédio histórico é datado da década de 20, época em que o processo de expansão da cidade impulsionou a construção de instituições como medida higienista, sendo o asilo um dos marcos do que é chamado de Arquitetura do Isolamento. A política e a ideologia da época, marcada pelo estado burguês republicano e positivista, produziram uma simplificação: excluir ou corrigir os desajustados ou grupos sociais considerados perigosos ou alheios à sociedade mais ampla. Assim, foram construídos inúmeros prédios, uma verdadeira rede de instituições de isolamento, entre as quais estavam o Leprosário São Roque, o Hospício de Alienados Nossa Senhora da Luz, a Penitenciária do Estado, o Asilo dos Órfãos do Cajuru, o Asilo São Luiz, a Sociedade Socorro aos Necessitados e o Sanatório São Sebastião da Lapa. Em 1967, houve uma reestruturação populacional na instituição. O público masculino residente foi transferido para outro local, hoje conhecido como Recanto do Tarumã. Em seguida, as mulheres com idade inferior a 60 anos foram levadas para o Lar Yvone Pimentel, e somente em meados da década de 80, o atendimento se restringiu ao público feminino. Em 2004, atendendo à requisição do Ministério Público, da FAS (Fundação de Ação Social) e do IASP (Instituto de Assistência Social do Paraná), o Asilo Sâo Vicente de Paulo teve sua gestão transferida para a Fundação Educacional Itaqui, que passou a adotar um novo conceito em atendimento ao idoso. Entre as primeiras medidas, o superintendente da casa, Padre José Aparecido Pinto, promoveu a adequação da administração do asilo com os princípios da nova política do idoso, elencados no Estatuto do Idoso. Foi justamente esse olhar diferenciado para a terceira idade que resultou em programas inovadores, como é o caso da modalidade de atendimento Casa Lar São Vicente, que aproxima as moradoras mais independentes do ambiente familiar, encorajando-as a resgatar os valores familiares e a autonomia. As casas lares têm capacidade de atender seis moradoras no total, priorizando-se as idosas que possuem maior tempo na instituição, as que apresentam o desejo de residir nas casas, e também pelo grau de independência de cada uma. Já o programa Centro Dia é uma modalidade dirigida à pessoa idosa, acima de 60 anos, de ambos os sexos, que possui limitações para o desenvolvimento das atividades diárias e que convive com a família, mas, no entanto, não tem quem a ampare durante o dia em seu domicílio. Esse programa estimula o convívio social e propicia a permanência do idoso com a família e a comunidade. Desde a nova administração, a entidade adotou o Programa de Integração do Idoso, que inclui projetos que buscam a valorização, o respeito e a socialização da pessoa idosa, sempre com o apoio de equipes multidisciplinares. Graças a esse trabalho, o Asilo São Vicente de Paulo recebeu o Prêmio "Talentos da Maturidade", do Banco Real, na categoria "Programas Exemplares". Atualmente, o Asilo São Vicente de Paulo garante o bem-estar e a qualidade de vida de 163 idosas, que recebem tratamento médico, odontológico, psicológico, psiquiátrico, fisioterápico, fonoaudiológico, além de contarem com os serviços dos profissionais de enfermagem, nutrição, farmácia, serviço social, educação física, musicoterapia e terapia ocupacional. SERVIÇO
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