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Iluminação e arquitetura: Os sistemas de iluminação PDF Imprimir E-mail
Colunas - Iluminação
Qua, 13 de Abril de 2011 06:55
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A função é o primeiro e mais importante parâmetro para a definição de um projeto luminotécnico. Ela irá determinar o tipo de iluminação que o espaço necessita.

O primeiro objetivo da iluminação é de se atingir boas condições de visão associadas à visibilidade, segurança e orientação num determinado espaço. Este objetivo é enfatizado em escritório, escolas, bibliotecas, bancos, indústrias etc.

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O segundo objetivo da iluminação é o de utilizá-la como instrumento de ambientação do espaço, na criação de efeitos especiais, dotando-o de identidade própria. Este objetivo é enfatizado em residências, restaurantes, museus e galerias, igrejas etc.

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Numa situação intermediária, estão, por exemplo, as lojas. Dependendo do tipo estas estarão mais próximos de um caso ou de outro.

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3. Os sistemas de iluminação

Um erro comum num projeto luminotécnico é o de iniciá-lo pela definição de lâmpadas e/ou luminárias. Porém, o primeiro passo de um projeto luminotécnico é definir-se o(s) sistema(s) de iluminação, respondendo basicamente a três perguntas:

1ª. Como a luz deverá ser distribuída no espaço?

Para se responder a esta pergunta, classificamos os sistemas de acordo com a distribuição das luminárias no espaço e com os efeitos produzidos no plano de trabalho. Esta classificação é conhecida como Sistema Principal.

a) Iluminação geral: distribuição aproximadamente regular das luminárias pelo teto; iluminação horizontal de um certo nível médio; uniformidade.

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Vantagens: uma maior flexibilidade na disposição interna do ambiente – layout.

Desvantagens: não atende às necessidades específicas de locais que requerem níveis de iluminância mais elevados, grande consumo de energia, e em algumas situações muito específicas, podem desfavorecer o controle do ofuscamento pela visão direta da fonte.

Este é o sistema que se emprega mais correntemente em grandes escritórios, oficinas, salas de aula, fábricas, supermercados, grandes magazines etc.

b) Iluminação localizada: concentra-se a luminária em locais de principal interesse. Exemplo: este tipo de iluminação é útil para áreas restritas de trabalho em fábrica.

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As luminárias devem ser instaladas suficientemente altas para cobrir as superfícies adjacentes, possibilitando altos níveis de iluminância sobre o plano de trabalho, ao mesmo tempo em que asseguram uma iluminação geral suficiente para eliminar fortes contrastes.

Vantagens: maior economia de energia, e podem ser posicionadas de tal forma a evitar ofuscamentos, sombras indesejáveis e reflexões veladoras, além de considerar as necessidades individuais.

Desvantagens: em caso de mudança de layout, as luminárias devem ser reposicionadas.

Para atividades laborativas, necessitam de complementação através do sistema geral de controle de uniformidade de luz do local. Para outras situações, não necessariamente.

c) Iluminação de tarefa: luminárias perto da tarefa visual e do plano de trabalho iluminando uma área muito pequena.

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Vantagens: maior economia de energia, maior controle dos efeitos luminotécnicos.

Desvantagens: deve ser complementada por outro tipo de iluminação, e apresenta menor flexibilidade na alteração da disposição dos planos de trabalho.

2ª. Como a luminária irá distribuir a luz?

Para se responder a esta pergunta, classificam-se os sistemas de iluminação de acordo com a forma pela qual o fluxo luminoso é irradiado pela luminária, isto é, de acordo com a quantidade do fluxo luminoso irradiado para cima e para baixo do plano horizontal e da luminária (e/ou lâmpada). Essa segunda classificação obedece ao esquema abaixo.

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3ª. Qual é a ambientação que queremos dar, com a luz, a este espaço?

Para se responder a esta pergunta, classificamos os sistemas pela maneira como se cria “identidade” ao espaço por meio da luz. Esta classificação é conhecida como Sistema Secundário.

Luz de destaque: Coloca-se ênfase em determinados aspectos do interior arquitetônico, como um objeto ou uma superfície, chamando a atenção do olhar. Criando-se uma diferença 3, 5 ou até 10 vezes maior em relação à luz geral ambiente. Este efeito pode ser obtido também posicionando a luz muito próxima à superfície a ser iluminada. Exemplo: paredes, objetos, gôndolas, displays, quadros etc.

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Luz de efeito: Enquanto na luz de destaque procuramos destacar algo, aqui o objeto de interesse é a própria luz: jogos de fachos de luz nas paredes, contrastes de luz e sombra etc.

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Luz decorativa: Aqui o destaque é o objeto que produz a luz. Ex: Lustres, arandelas e velas criam uma área de interesse no ambiente, acentuando o design objeto.

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Luz em elementos arquitetônicos: Posiciona-se a luz dentro de elementos arquitetônicos para servirem de suporte à luz, como sancas, corrimãos, nichos etc.

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* Modulação de intensidade (dimmerização):

É a possibilidade de aumentar ou diminuir a intensidade das várias luminárias, modificando com isso a percepção ambiental.

Última atualização em Qua, 13 de Abril de 2011 09:57
 

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